Opinião: Oculus Rift está caro demais?

Opinião: Oculus Rift está caro demais? Foto: Divulgação

No dia 6 de janeiro de 2016, após dois modelos para desenvolvedor, o preço do Oculus Rift foi divulgado: US$ 600, ou R$ 2,4 mil na conversão direta com o dólar acima de R$ 4. Foi um erro? O jovem criador do produto, que foi concebido como um crowdfunding no Kickstarter em 2012, disse que os consumidores deveriam se preparar para gastar US$ 1,5 mil ao todo para aproveitar a experiência. Palmer Luckey (23), segundo diferentes sites internacionais, estaria apontando para os entusiastas da tecnologia VR, e não para o público gamer em geral.

O Brasil, portanto, está fora do radar da empresa, que foi comprada pelo Facebook por US$ 2 bilhões. De acordo com pessoas que trabalham lá dentro em depoimento ao Drops de Jogos, nosso país não tem lançamento planejado tão cedo.

Foi um erro lançar o Rift desta forma? Será que realidade virtual não vai pegar?

Olhando rapidamente a concorrência, a resposta mais precisa é: Vai pegar sim.

A Beenoculus, empresa de Curitiba, lançou seu aparelho na CES 2015 por um preço extremamente atraente, que foi R$ 100. O gadget depois passou a custar R$ 150. Mesmo assim ele é acessível, barato e chega ao patamar de US$ 25 nos Estados Unidos. É o VR mais barato, descontando o cardbox de papelão do Google.

No dia 18 de dezembro de 2015, o Gear VR da Samsung chegou ao Brasil e, assim como o Beenoculus, funciona com ajuda de celulares. O aparelho é mais salgado, mas sai num patamar relativamente acessível de R$ 800.

HTC Vive/Steam VR está previsto para chegar no dia 29 de fevereiro e promete trazer uma experiência premium. Ou seja, seu patamar de preço deve chegar no próprio Oculus Rift.

Já o Razer OSVR é totalmente aberto para desenvolvedores e tinha um kit vendido para especialistas por US$ 200, o que é menor do que o kit de desenvolvedor do Rift que custava US$ 349. A relação entre preços mostra que o aparelho poderá ser mais barato.

Com uma variedade grande de produtos, mesmo que a realidade virtual seja algo de nicho, ela deve pegar na cena gamer. Pode provocar novas formas de se jogar os videogames.

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Pedro Zambarda

É jornalista, escritor e comunicador. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Filosofia pela FFLCH-USP. É editor-chefe do Drops de Jogos e editor do projeto Geração Gamer. Escreve sobre games, tecnologia, política, negócios, economia e sociedade. Email: dropsdejogos@gmail.com ou pedrozambarda@gmail.com.

Website.: www.geracaogamer.com

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