EXCLUSIVO: Skullfish Studios, de Gabriela Thobias e Rafael Ferrari, recebe US$ 25 mil da GameFounders

EXCLUSIVO: Skullfish Studios, de Gabriela Thobias e Rafael Ferrari, recebe US$ 25 mil da GameFounders Foto: Arquivo Pessoal

Os desenvolvedores Gabriela Thobias e Rafael Ferrari, do Skullfish Studios, receberam um investimento da aceleradora global GameFounders. O valor é de US$ 25 mil e eles irão para a Malásia, no sudeste da Ásia. A informação foi dada em primeira mão ao site Drops de Jogos.

Rafael e Gabriela foram ex-integrantes do Black River Studios de Manaus, responsável pelo game Finding Monsters e próximo da Samsung. Atualmente eles tocam a empresa própria em São Paulo e estão focados em desenvolver games e soluções para realidade virtual.

A aceleradora global europeia investiu no Bitcake Studio em 2014, na Cupcake em 2015, além do IMGNation Studios e da Mopix em 2016. Confira a entrevista exclusiva com Rafael Ferrari e Gabriela Thobias abaixo.

Drops de Jogos: Uma pergunta para os dois. Por que vocês foram selecionados? Qual foi o critério?
 
Rafael Ferrari: Acho que assim que chegarmos lá podemos ter uma dimensão melhor do porquê. Acredito que a GameFounders seleciona empresas com projetos que eles entendem ter potencial para crescimento e um produto com boas chances de ser um sucesso para se destacar no mercado. E estamos bem felizes de saber que somos uma delas.

Gabriela Thobias: Fomos selecionados possivelmente por ter uma ideia clara sobre o nosso projeto. Temos ele melhor estruturado comparado com a tentativa anterior e mostramos mais confiança na proposta. Também mostramos ter mais entendimento do que é ser empreendedor e temos mais noção do mercado agora.

DJ: Como foi participar do processo da GameFounders?
 
RF: O processo de seleção foi relativamente simples. Ao fazer a inscrição, mostramos nosso portfólio de trabalhos já realizados e fomos selecionados para uma entrevista por Skype. Nela, nós dois falamos um pouco mais sobre nossa visão do mercado e os planos da empresa. E por fim, acabamos selecionados!

GT: Havíamos tentado participar do processo antes, mas não estávamos tão estruturados como estamos agora. Por isso não passamos. Desta vez a gente se preparou muito mais para conseguir passar.

DJ: O que vocês pretendem fazer em VR fora do Brasil? Como estão os preparativos para ir pra Malásia?

RF: Pretendemos focar em aprender o máximo de coisas do mercado de jogos e de realidade virtual que pudermos e aproveitar todo o conhecimento e os contatos que a GameFounders pode nos passar. Queremos trabalhar no nosso jogo próprio durante esse período e deixar ele muito mais preparado para o mercado.

GT: E tudo isso aconteceu muito rápido. Acabamos de voltar da FITIC (Feira de Tecnologia e Inovação), onde pudemos mostrar nosso conteúdo em realidade virtual para muita gente. E daqui umas duas semanas estamos embarcando!

DJ: O que vocês conhecem do mercado malaio? O que acham que aprenderão lá?
 
GT: Estamos pesquisando e conhecendo mais agora! Realmente vai ser tudo uma novidade. Acho que um dos nossos maiores aprendizados vai ser essa experiência de vida. Vamos ter contato com uma cultura totalmente diferente da que estamos acostumados, e vamos poder testar nossos jogos com essas pessoas. 

RF: Lá nós vamos entrar em contato com todo tipo de profissional da área, e acredito que vamos poder trabalhar e aprender mais nas áreas como um todo. Desde apresentações de pitch, até como levar negociações com grandes publishers, por exemplo.

 DJ: Quanto será o valor do investimento?
 
RF: A Gamefounders investirá na Skullfish Studios  US$ 25 mil (R$ 83,8 mil na atual cotação).
 
DJ: Depois da aceleração e da viagem no exterior, vocês pensam na volta ao Brasil?
 
RF: Nosso plano é sim voltar para o Brasil. Queremos ser uma das empresas a impulsionar fortemente o desenvolvimento de VR por aqui. Além da GameFounders, também recebemos um investimento e suporte da Kick Ventures para nossos projetos. Então esperamos voltar com mais conhecimento para agregar aos negócios daqui também.
 
DJ: Uma pergunta para a Gabi. Como é ser uma das primeiras mulheres brasileiras a receber incentivo para produzir games fora do Brasil? Você sente que está representando um grupo que precisa se destacar no meio do desenvolvimento?

GT: Não sei se sou a primeira brasileira a receber esse tipo de incentivo, visto que temos a Ana Ribeiro (Pixel Ripped) e a Camilla Slotfeldt (BitCake), mas me sinto muito honrada e grata pela oportunidade. Acho que é algo muito bom ter a chance de incentivar cada vez mais mulheres a buscar esse tipo de aceleração para seus jogos. Representatividade é muito importante e espero que outras pessoas também se sintam empoderadas para participar mais dessas oportunidades.
 
DJ: O que vocês acharam do trabalho da GameFounders com o Bitcake Studio e com o IMGNation?
 
RF: Acompanhei mais perto o trabalho da IMGNation com a GameFounders, mas ver exatamente o que aconteceu com essas duas empresas foi o que nos motivou a buscar essa oportunidade. Ambas tem jogos incríveis e ótimos talentos. Pra mim, pelo menos, é possível ver claramente um crescimento nas duas após o programa de aceleração. Duas empresas referência para o mercado que participaram da GameFounders.

GT: Eu conheci melhor essas empresas depois que elas participaram da Gamefounders. Acredito que a aceleradora fez uma grande diferença, eles são uma referência de empresa de jogos profissionais e com grande apelo no mercado tanto lá fora quanto aqui no Brasil. Fica aqui o nosso agradecimento especial ao Orlando e a IMGNation, assim como o Vinicius e a BitCake, que sempre estiveram disponíveis para tirar nossas dúvidas e nos incentivar. Valeu mesmo, galera!
 
DJ: Qual é a visão de vocês atualmente sobre a cena brasileira de games focada em VR?

RF: Acreditamos que a realidade virtual é uma grande oportunidade para pessoas e empresas, está apenas no começo e essa é a hora de produzir para essa nova plataforma. É muito legal ver esse cenário brasileiro de desenvolvimento de jogos crescendo, impulsionado pelo VR. Ver empresas brasileiras lançando jogos, e ganhando destaque mundialmente só nos faz ter mais certeza de que estamos no caminho certo e que em um futuro próximo podemos ter um mercado de desenvolvimento de jogos aqui no Brasil muito mais forte e maduro, com oportunidades para todos.
 
DJ: Tem algo que eu não perguntei e vocês gostariam de falar?
 
GT: Primeiramente, muito obrigado pelo espaço! Estamos planejando manter um blog nosso atualizado mostrando toda a experiência que vamos ter no programa. Então, vai lá na nossa página do Facebook, dá um like, e você vai poder ficar sabendo de tudo que a gente vai passar por lá!

RF: Gostaríamos também de agradecer o investimento do grupo Kick Ventures, que tem dado muito suporte para gente crescer e conquistarmos novos negócios. O Natal para a gente está sendo ótimo, com excelentes notícias. E sobre a FITIC, tivemos ótimos feedbacks e ficamos muito felizes com a presença de todos que passaram por lá.

GT: Feliz Natal e muito VR para todos em 2017!

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Última modificação emQuarta, 21 Dezembro 2016 21:12
Pedro Zambarda

É jornalista, escritor e comunicador. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Filosofia pela FFLCH-USP. É editor-chefe do Drops de Jogos e editor do projeto Geração Gamer. Escreve sobre games, tecnologia, política, negócios, economia e sociedade. Email: dropsdejogos@gmail.com ou pedrozambarda@dropsdejogos.com.br.

Website.: www.geracaogamer.com

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