Jogos não são arte. Por Thais Weiller, desenvolvedora de games

Jogos não são arte. Por Thais Weiller, desenvolvedora de games Foto: Reprodução/BBC

Texto original da autora no Medium. Reprodução autorizada. Ele segue estas diretrizes de divulgação do Drops de Jogos.

essa palavra não serve pra nada mais

Durante as duas últimas décadas, pessoas de todos os setores desta grande indústria que chamamos de jogos (ou videogames ou joguinhos) têm se perguntado: “jogos são arte?”. Essas perguntas são, geralmente, seguidas por um auto-respondido “sim” em alto e bom som.

Eu educadamente discordo.

Se você quer saber por que, continue lendo. Mas desculpas adiantado pois esta conversa está prestes a ficar longa. E picante. Como uma calabresa. E você gosta de calabresa, né? Quem não gosta.

Foca na calabresa e vamos lá.

Porém, antes de começarmos, vamos bater um papinho sobre a palavra que as pessoas querem tanto que os jogos sejam. Isso mesmo, arte.

arte

Arte começa com o desejo humano de tornar as coisas mais bonitas. Alguns acreditam que a arte surgiu da necessidade de relatar eventos passados, outros acreditam que era uma maneira de criticar seu mundo e outro ainda defendem que era uma maneira de tornar visível um mundo diferente. Essas são todas ótimas razões para se fazer arte, mas, no seu âmago, a arte ainda era sobre uma nova maneira de ver algo como mais bonito.

Talvez possamos chegar ao ponto de dizer que a arte deveria fazer com que você sinta algo, seja por sua beleza, crítica, fantasia ou qualquer outra coisa. Eu mesma fui ensinada a acreditar que a arte deveria ser algo que te muda, que te faz sentir ou pensar algo que antes nem passava pela sua cabeça. Te faz enxergar uma nova perspectiva que, se não fosse pela arte, você não veria.

Mas de onde partimos para entender arte na real não interessa. Escolha sua favorita, todas essas definições diferentes convergem em tantos aspectos que não faz diferença alguma em qual você está botando suas fichas. Nós vamos destruir a arte então não importa muito o que ela deveria ser.

Houve épocas em que a sociedade permitiu que a arte florescesse em uma produção intrincada e outros momentos em que era considerada pecaminosa e proibida. Mas uma constante de quando a arte era valorizada e se desenvolvia é que quando a sociedade começava a ser realmente boa em sua arte é que ela também criava um monte de regras definindo o que era a arte. Ou, pelo menos, a boa arte. Uma dessas épocas foi o Renascimento, quando a arte ocidental realmente se reinventou e se deu o início do (novo) período clássico.

Durante o Renascimento e nos séculos que o seguem é bem claro o que é ou não é o arte. Durante esses tempos clássicos, geralmente existia um sindicato ou guilda de pintores e escultores (não estou falando desse jogo do Molina) que definia os limites da arte, o que poderia e não podia ser. Havia, literalmente, um grupo de pessoas criando regras como por exemplo quais tipos de motivos poderiam ser usados ​​em pinturas, quantas roupas podiam ser usadas e quais objetos poderiam estar na cena.

O ápice do poder desta instituição foi no século XIX, quando a Academia de Belas Artes teve o poder de determinar até quais artistas poderiam ser exibidos ou não e quais obras entrariam nas galerias naquele ano. Isso levou a um período de criações muito homogêneas, que realmente se tornaram um movimento de arte chamado de (surpreendentemente) Academicismo, ou simplesmente Arte Acadêmica.

A arte clássica também poderia ser metalinguística, desde que seguisse as regras da academia.
Aula com Modelo na Academia de Copenhague por Wilhelm Bendz, 1826.

Durante este período tão ditatorial para a arte, alguns inconformistas loucos decidiram não seguir as regras da academia, iniciando um movimento que hoje conhecemos como modernismo ou arte moderna.

Quando a expressão arte moderna é mencionada, existe a tendência na mente da maioria de imaginar alguma merda cubista ou abstrata. É, isso também é arte moderna, mas não foi assim que ela começou. Você quer saber como realmente começou a arte moderna? Você tem a coragem de ver?

Olha, pensa bem antes de continuar

Na real, sem pressão

É isso que você realmente quer para sua vida?

Bom, agora não tem mais volta

Olympia de Manet. Foi assim que essa pira toda começou, 1856.

arte moderna

Tá chocado? Tá bege? Bom, essa pintura causou furor na sociedade da época. Talvez, seja difícil entender o motivo de tanto escândalo com seus olhos dessensibilizados pelo pornô ininterrupto do pornhub e do zazap. Então você gaguejando pergunta "É… é porque a… a Olympia está nua?"

Bem, meio que sim mas meio que não também. Havia muitos nus nas pinturas, antes, durante e depois deste período. Mas estes nus eram colocados, (des)vestidos e contextualizados como míticos, fantásticos ou bíblicos, e esses eram os único tipos de nus que estavam ok. A nudez era muito bem vinda desde que fosse entre "pessoas de mentirinha" e não as reais.

No entanto, podemos ver que Olympia está usando uma gargantilha e sandálias, cujos modelos estavam em moda na época. Logo, não poderia ser uma peça histórica ou mitológica. E se ainda houvesse qualquer sinal de dúvida, a empregada inteiramente vestida atrás dela dá o ponto final de que Olympia não era uma personagem de ficção.

Ela era uma pessoa. Deste período. Em um nu frontal.

Primavera de Botticelli (1482). A nudez mitológica era permitida desde o século XIV e neste caso em particular vemos divindades romanas com poucas roupas. Do Renascimento a Manet, a arte se esforçou para procurar a beleza.
Os tempos mudaram e a estética mudou com eles, mas o objetivo principal ainda era beleza.

Mas sua nudez não fictícia não era a parte mais ultrajante de Olympia. Era a expressão facial dela, os olhos desafiantes de Olympia. Ela não está nada envergonhada de sua nudez, como se ela estivesse cagando pra ti. Ela parece estar desafiando você a olhar para ela. A testemunhar sua nudez, e ela não se importa se você gosta disso.

Esse tipo de confiança e a auto-propriedade só era socialmente permitida em um tipo muuuuuito específico de mulher naquele momento: prostitutas.

prostitutas

Não me leve a mal, a arte tinha uma parcela nada modesta de prostitutas em seu meio. A grande maioria dos modelos eram profissionais do sexo. Feminino e masculino. A arte era quase uma orgia. Mas essa era a parte privada da arte, um lado com o qual o público não tinha contato. Ele viam belas pinturas na parede e não davam a mínima com qual era o trabalho em tempo integral das pessoas na parede desde que não ~dessem pinta~.

Felipe IV em Marrom e Prata (1631–1632) de Velasquez. Velasquez foi o pintor oficial da família real espanhola durante a maior parte de sua vida e, durante a maior parte de sua vida, eles os odiava profundamente. Era difícil. Seus quadros geralmente mostram as falhas físicas e psicológicas dos membros da família real. Nesta pintura, por exemplo, podemos ver como Felipe IV não parece muito confiante. E também não é muito … atraente. No entanto, Velasquez poderia envolver todos esses sentimentos em uma pintura (e não em um protagonista) surpreendentemente bela.

Por isso Olympia era tão ultrajante. O quadro lembrava às pessoas ricas que prostitutas não só existiam como pessoas de carne e osso, mas também as apresentava como arte. Como bela arte. Como algo a ser admirado e não digno de pena ou excluído. E isso foi ofensivo pra caralho para a sociedade ocidental no século XIX.

Durante muito tempo, a arte era principalmente uma ferramenta de embelezamento. Claro, alguns Velasquez aqui e ali apareciam para zombar a família real espanhola na face deles, mas isso era feito atrás das cortinas. Era um ardil sutil a ser percebido apenas por alguns.

Manet fez uma declaração pública que foi o começo do ataque à arte acadêmica (e a sociedade como um todo).

Foi aí que o que a arte começou lentamente a mudar e a questionar suas próprias barreiras e até mesmo o seu significado. Olympia trouxe alguns questionamentos, como nos limites da nudez, mas as coisas aumentaram de proporção ao longo dos anos à medida que mais e mais artistas começaram a fazer novas questões. O que as pinturas podem retratar e não representar? Por que as pinturas não podem ser cada vez menos reais? Por que não podemos apenas torná-los abstratos?

resumão beeeem cortado dos questionamentos e descobertas da arte moderna

Quarto em Arles de Van Gogh, 1888. Precisamos de sombreamento e luz? Não podemos usar linhas para contornar objetos em vez de tentar copiar como a luz funciona? Ainda é possível distinguir esses objetos fazendo isso?

Henri-Edmond Cross L’air du soir 1893. Precisamos mesmo imitar as sombras que nossos olhos vêem?

Henri Manguin Baigneuse 1906. Precisamos detalhar cada parte da cena? (Também: nus em momentos do cotidiano e não míticos)

Les Demoiselles d’Avignon 1907 de Pablo Picasso (isto é quanto tempo após Olympia demorou para chegarmos ao Cubismo). Precisamos mesmo seguir formas anatômicas? Não podemos transmitir significados de forma diferente? Não podemos dar a cada superfície na pintura referir-se a tempos diferentes?

Piet Mondrian Tableau I 1921 (isso é quanto tempo depois de Olympia para o processo de desconstrução da arte para desconstruir COISAS COMO UM TODO até o Abstracionismo). Precisamos até mesmo representar coisas?

Esses exemplos foram dados em ordem cronológica e, embora não representem toda a explosão de variedade em experiências que acontecem durante esses anos, eles certamente podem lhe dar uma boa amostra. Os artistas estavam devagarinho mas sempre questionando o que a arte significava e o que a arte poderia ser, a cada ano um passo mais longe. Eles não se conformavam com o establishment do realismo e por isso estavam sempre procurando por suposições sobre arte que poderiam ser quebradas. Era selvagem, era lindo. Era arte.

Esta transformação sobre o significado da arte abrange o final do século XIX e início do século XX, os primeiros dias da arte moderna. Neste período, quase todos os pressupostos sobre os conteúdos nos objetos assumidos como artísticos foram questionados e alterados. No entanto, os artistas continuavam se expressando principalmente em formas tradicionais: pinturas, esculturas, etc.
Foi quando o questionamento mudou. Em 1917, isso aconteceu:

Fonte de Marcel Duchamp, 1917.

dada quebrou arte

Duchamp expôs um urinol para uma exposição de arte. Não uma pintura de um urinol, nem uma escultura de urinol: uma merda de um urinol de verdade.

Ele realmente fez isso e todos nós devemos reconhecer que porra foi essa. Ele, de fato, levou um mictório a uma maldita exibição de arte e o exibiu como uma peça de arte.

Absorva isso.

Você entende o que isso significa? Mais uma vez, o questionamento mudou. A partir de agora, a arte não é mais sobre “o que mais a arte pode retratar e como”. Agora, os artistas devem se preocupar com é “Que porra é essa de arte?” ou até “arte realmente importa?”. Isso levou o rolê para todo um novo nível.

Um nível brilhante.

Um nível tão malditamente genial… que seria muito difícil alcançá-lo depois. Quase impossível de superar. Duchamp nos mostrou que tudo poderia ser arte. Maldito gênio. Mas, ao fazê-lo, qual é o ponto de chamar qualquer coisa de arte?

Cem anos depois de Duchamp ter levado um buraco de mijo para uma galeria de arte questionando os limites da arte, ainda precisamos nos perguntar sobre esses limites? Pra quê enfiar tudo dentro ou fora de uma caixinha dourada e ser tão anal sobre isso?

“arte” 2.0

Muitos trabalhos interessantes apareceram depois disso. Muitos questionáveis ​​também. Mas, principalmente, a arte agora é mais uma vez um jogo manipulado (se você nunca viu esse filme, sugiro fortemente que você veja). A arte é conceitualizada por “artistas” e executada por outras pessoas, alguém que não é o artista, um trabalhador braçal. E, no entanto, este trabalhador, que foi quem realmente fez a coisa, não recebe crédito algum, nem lucro e nem reconhecimento. Esta pessoa é um mistério, anônimo atrás da obra, para nunca ser sequer mencionado. Porque esta pessoa não consegue conceitualizar a arte, apenas os “artistas” que encomendaram a obra conseguem.

A pessoa que teve a idéia de um pato inflável é o artista e não as várias pessoas que o montaram.

O cara que pensou “talvez um negocio de metal em forma de um cachorro de balão deve ser dahora? “ é o artista e não as mais de 130 pessoas envolvidas em fazê-lo.

Os artistas contemporâneos se separarem do processo de fazer arte e se focam apenas em “criar conceitos” cria uma divisão quase impossível romper para novos criadores. Apenas quem já é renomado continua lá. Desligando-se do processo de fazer a arte, eles são a “pessoa das idéias”. As exposições de arte estão cheias de objetos e artefatos conceitualizados por uma pessoa famosa e trazidas à realidade por muitos anônimos, o que me faz lembrar do rígido sistema de castas de Admiravel Mundo Novo.

Vamos apenas sentar e respirar um pouquinho pensando nisso: se você é uma pessoa de idéias, você não produz nada. Então, não importa o quão maravilhoso sejam seus pensamentos, você não fez merda a respeito deles. Suas idéias são tão boas quanto o que você faz com elas e se você não é quem as traz a realidade talvez você não seja a única pessoa a receber os louros.

A arte de hoje é elitista. É um conceito inacessível e incompreensível. E, no entanto, as pessoas criativas se esforçam para alcançar essa elite sem perceber que é um jogo de cartas marcadas.

Não passa um dia que eu não me pergunto se Duchamp tinha a menor idéia de que Fonte seria o primeiro passo para isso. Se, ao questionar o status quo e o significado da arte ele acabaria criando mais um status quo, este enraizado na privação de sentido. Além disso, se, ao questionar a importância do artista na produção, ele deixaria as portas abertas para uma nova raça de artistas, os artistas que têm idéias e apenas isso.

O provocador tornou-se o establishment.

Fonte foi exibida há cem anos e, ainda hoje, a arte ainda está tentando ser ainda mais chocante e ainda mais crítica. Mas, ao invés de realmente ser crítica, a arte continua batendo a cabeça repetidas vezes nas mesmas falácias, sendo propagada em loop pelas as mesmas pessoas.

E isso é uma merda.

isso é deprimente. vamos parar de falar sobre arte

Você lembra que, no começo deste nosso bate-papo, eu disse que algumas pessoas acreditam que a arte é algo que te mude? Que é o que faz você sentir algo, faz você olhar para o abismo e sair uma pessoa diferente? Bem, depois desta viagem inteira, é difícil dizer se a arte ainda é isso aí. É difícil confiar em uma palavra que agora está tão aberta para sentidos que podem não significar mais nada.

Então, vamos ter esse significado de algo que te mude e vamos colocá-lo nesta nova e bela palavra: experiência. Vamos começar de novo e esperar que a bosta não se perca mais uma vez.

Você se lembra dos calafrios descendo sua espinha quando você ouviu as primeiras notas tocadas nessa tela de título?

Como você se sentiu quando jogou um videogame pela primeira vez? Como você sentiu os controles na sua mão? Como as cores pareciam? Você se sentiu poderoso no fim do nível ou da missão? O barulho da vitória fez você perder o senso de ridículo? O barulho de morte fez seu sangue ferver e você sentir um pequeno vazio? Mas esse vazio durou pouco, já que sempre tinha mais uma vida, mais um continue, outro nível. Até que não tinha mais. E daí você ficou triste. Pelo menos, um pouco triste. Mas eu aposto que foi bem triste.

Você chorou quando isso aconteceu (eu não estou dizendo o que é por razões de spoilers)? Eu chorei.

Todos esses são sentimentos que você experimentou foram os jogos que tornaram possíveis. Você não os sentiria sozinho, mas os jogo vieram e te envolveram com a estética e a jogabilidade legal. E, antes que você pudesse dizer, você realmente se importava com o que estava acontecendo na tela. De repente, tudo isso importava para você. Ou importa, agora.

Na real, jogos são particularmente bons para fazer as pessoas se importarem, pois são um meio interativo. Na verdade, o primeiro de seu tipo a ser publicamente disponível.

Em um filme, um livro ou uma pintura, você é uma mera testemunha dos eventos que se desenrolam perante você.

Em um jogo, você não só participa ativamente nestes eventos, mas também é a força motriz que os faz acontecer.

E isso é exclusivo dos jogos e é muito poderoso.

Para alguns, isso os torna jogos ainda mais poderosos que todos os meios de comunicação e arte antes deles. Eu não sei se diria isso dessa forma, mas se você sim, fique a vontade. Sem julgamentos. É por isso que jogamos. É por isso que fazemos jogos. E é também por isso que os seres humanos começaram a fazer arte, a sentir algo enquanto sentiam a beleza. Mas esse sentir não é mais arte, então por que devemos fazer qualquer coisa para alcançar essa palavrinha?

É assim que jogos são tão fodamente diferentes de todo o resto. E é por isso que devemos entender jogos como são, e não usando medidas, definições ou restrições importadas de outras mídias.

Jogos podem até ser sobre como você se sente.

Existe algo mais ofensivo do que dizer que um jogo é “cinematográfico”? Que as narrativas serem sempre elogiadas como “perto da literatura”? Que certos jogos “quebram a quarta parede”? Você vê o quanto estamos nos limitando quando sequer pensamos assim?

Estamos usando as medidas de outros meios para castrar os videogames. Estamos usando o passado para descrever os jogos de hoje e, ao fazê-lo, estamos cortando possibilidades de que os jogos podem ser. Esta é uma outra questão com outras ramificações, mas você entende o ponto. Jogos são uma mídia “nova” e, como tal, sentimos uma insegurança que nos leva a achar que precisamos provar nossa legitimidade. Para fazer isso, usamos linguagem de mídias passadas e tentamos enquadrar seus padrões. Mas, tentando tanto ser aprovado por mamãe e papai, outros meios de comunicação e artistas, acabamos perdendo nossa própria forma, nossa própria identidade. Perdemos a pluralidade dos jogos.

E essa auto-limitação já está acontecendo. Por que alguns sentem a necessidade de excluir walking simulators da categoria jogo? Somos tão inseguros assim para ficarmos monitorando constantemente os limites do que consiste um jogo? Precisamos excluir todo um tipo de experiencias para nos sentirmos mais seguros?

Hoje, “arte” é uma palavra vazia, desprovida de significado. O que a arte é ou significa já foi perguntado e respondido um bilhão de vezes. Se os jogos são ou não são arte é o total oposto do que deveríamos estar perguntando.

Para citar Chris Crawford, que se foda a arte.

Jogos não devem mudar para serem considerados arte. Jogos são sua própria coisa, cacete.

E eu chamo essa coisa de experiência, mas se você não concorda comigo, foda-se a palavra experiência também. Além disso, foda-se indie. Que se foda AAA. Foda-se todas essas malditas etiquetas que criamos para tentar entender o mundo mas que acabam por limitar a nossa criatividade. Não permita que as aspirações ou definições de outras pessoas te cortem de novo. Queime a tirania das palavras. Queime tudo, até o chão. E que se foda todas.

Jogos são jogos, porra, e isso é tudo o que precisamos nos preocupar com.

Obrigado por ler até aqui! Este texto foi inspirado por conversas com Gabriel Camelo, Danilo Dias, André Asai, Arthur Zeferino, Maíra Testa, Thiago Girello, Theo Tanaka, Gustavo Foletto e Beto Thiago e também cuidadosamente esculpido com a ajuda de Lucas Molina e Anita Cavaleiro. Obrigado a todos essesmalditos por ouvir minhas queixas e frustrações, caso contrário este texto nunca seria escrito.

Thais Weiller faz joguinhos e escreve para o gamestartlivro.tumblr.com

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Última modificação emSegunda, 14 Agosto 2017 08:35
Drops de Jogos

Site de games com pegada cultural, cobrindo a cena brasileira de jogos eletrônicos e o panorama internacional. É editado pelo jornalista Pedro Zambarda. Para envio de releases e contatos comerciais, mande email para dropsdejogos@gmail.com.

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