Opinião: Por que Necrosphere foi o jogo brasileiro de 2017 para mim?

Opinião: Por que Necrosphere foi o jogo brasileiro de 2017 para mim? Foto: Divulgação

Este é o texto anual que defino o jogo favorito de 2017 em nome do Drops de Jogos.

Necrosphere foi um game que tive o privilégio de acompanhar no berço. O desenvolvedor Caio Lopez da Cat Nigiri de Florianópolis falou com exclusividade a respeito do jogo para o Drops de Jogos, disponibilizando uma demo. Ele criou o título nas horas livres.

Caio se empenhou como nunca num jogo interessante. Nele você controla Terry Cooper num além vida com apenas dois botões de movimento. A música, de Juliane Andrezzo, é frenética e com contrabaixo marcante. É puro eletrônico melódico e pesado, ritmado.

Menos é mais

Necrosphere não é uma superprodução brasileira, mas marca por ser um jogo redondo num ano que tivemos excelentes produções como Distortions e No Heroes Here. Com gráficos 8-bits, a obra de Caio é difícil, acessível e tem um fator replay bom.

O game é divertido de se jogar vencendo ou empacando em determinadas fases. A lógica e os reflexos são necessários para se dar bem. E, conforme se avança, cada vez mais é exigido todos os elementos do player.

E o melhor de tudo: É um jogo acessível no Steam por R$ 10.

E é internacional

Embora o jogo mais polido da Cat Nigiri de Florianópolis seja Keen, Necrosphere foi o destaque da empresa na Tokyo Game Show (TGS). O game mostra que a simplicidade de Caio e de seus parceiros na empresa mereceram as indicações no BIG Festival e a fila de pessoas que se armou na BGS 2017 para apreciarem a jornada de Terry.

Criar um game brasileiro marcante nem sempre precisa de muita verba. Os elementos de Super Meat Boy e Metroid estão vivos em Necro, salientados por uma música e por efeitos sonoros que valorizam um jogo formado praticamente a partir de cubos.

Por todos estes motivos, o simples Necrosphere é o nosso game do ano de 2017.

Assista um trailer e a entrevista dos criadores com a Rádio Geek, parceira do Drops, na BGS.

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Última modificação emSegunda, 15 Janeiro 2018 20:35
Pedro Zambarda

É jornalista, escritor e comunicador. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Filosofia pela FFLCH-USP. É editor-chefe do Drops de Jogos e editor do projeto Geração Gamer. Escreve sobre games, tecnologia, política, negócios, economia e sociedade. Email: dropsdejogos@gmail.com ou pedrozambarda@gmail.com.

Website.: www.geracaogamer.com

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