Opinião: Juliane Andrezzo é a nossa Música de Games Brasileiros de 2017

Opinião: Juliane Andrezzo é a nossa Música de Games Brasileiros de 2017 Foto: Divulgação

As mulheres precisam de mais reconhecimento na cena brasileira de jogos. Já reconhecemos no desenvolvimento. Agora é hora de falar sobre música.

Juliane Andrezzo é contrabaxista e atualmente trabalha no game Keen da empresa Cat Nigiri de Florianópolis, mas ela brilhou em 2017 com Necrosphere, nosso game brasileiro do ano. Trazendo efeitos eletrônicos que combinam com os gráficos 8-bits, o som dela é pesado e transmite a atmosfera de estranhamento e morbidês da aventura de Terry Cooper.

A música de Juliane é rápida, agressiva e funciona para manter o gamer conectado num jogo simples, que funciona com apenas dois botões, e que é extremamente difícil em seus obstáculos. Como Mega Man ou Metroid, o jogador vai ter que quebrar a cabeça ou vai ter que desenvolver bons reflexos para desviar de todas as armadilhas no cenário.

O compositor de trilhas para jogos precisa fazer uma música que transmita bem o que se passa na tela. Juliane faz isso sem perder a marca registrada dos seus solos como baixista, fazendo uma criação com assinatura, personalidade e bons padrões.

Por todos os motivos elencados, ela é a nossa Música de Games Brasileiros de 2017.

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Última modificação emSábado, 20 Janeiro 2018 12:15
Pedro Zambarda

É jornalista, escritor e comunicador. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Filosofia pela FFLCH-USP. É editor-chefe do Drops de Jogos e editor do projeto Geração Gamer. Escreve sobre games, tecnologia, política, negócios, economia e sociedade. Email: dropsdejogos@gmail.com ou pedrozambarda@gmail.com.

Website.: www.geracaogamer.com

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