Celeste, uma resenha

Celeste, uma resenha Foto: Divulgação

Um jogo simples, desafiante e com temática interessante.

Ande com cuidado

Repetir os mesmos erros de novo e de novo dificilmente atrai quem quer que queira lidar com as frustrações da vida adulta. Celeste abraça essa dor e demonstra seu amadurecimento com um dos jogos de plataforma mais refinados do gênero.

A jornada de Madeline nos introduz os controles principais do jogo: correr, agarrar e um salto duplo que acompanha o jogador durante todos os momentos da sua escalada, sejam sóbrios e meditativos ou frenéticos e dramáticos. 

Prepare to Die

São controles fáceis de dominar, e que quase nunca, justificam a frustração do jogador falhar seus saltos. Aliás, o tempo que passei tentando superar um novo obstáculo geralmente me recompensava com a descoberta de passagens secretas para modos de jogo extras em Celeste.

Cada estágio inclui um número fixo de morangos. Embora não tenham um objetivo óbvio, essas frutinhas normalmente ficam em partes onde um salto mais fácil de repente se tornar um quebra cabeça para testar os reflexos do jogador. Além deles, jogadores podem caçar jóias e fitas cassete para desbloquear os desafios mais exigentes do jogo. Esses desafios são remixes de estágios terminados, e são claramente feitos para os jogadores mais dedicados.

Superando expectativas

A maior surpresa que tive com Celeste está por conta do acesso ao seu enredo. Nenhum dos desafios que o jogo coloca entre o jogador e os créditos vai te impedir de acompanhar a jornada dos seus personagens. Isso é possível graças ao modo de ajuda que garante infinitos saltos, invencibilidade, ou mesmo pular estágios sem qualquer penalidade, e ao gosto do jogador.

Celeste podia ficar por isso e ser um ótimo título ao lado de jogos como Super Meat Boy ou Spelunky, mas a sua abordagem sobre depressão e ansiedade revelam temas adultos, acompanhados por uma trilha sonora cativante, e pixel arte de encher os olhos.

A soma de todas essas partes (até das que a gente menos gosta) fazem um jogo necessário para entender que não estar no controle em uma das fases mais complicadas da nossa vida é algo natural e motivo de ser celebrado.

Notas

  • Gráficos: 9
  • Jogabilidade: 10
  • Som: 9,5
  • Replay: 7
  • Nota final: 8,87

 

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Paulo Zambarda de Araújo

É professor de inglês e instrutor de línguas. Formado em Jogos Digitais pela PUCSP. Tem experiência em sites como Bonus Stage. É entuasta de podcasts e vlogs. Fez intercâmbio na Universidade de Oulu, na Finlândia, por um ano pelo Programa Ciências Sem Fronteiras.

Website.: www.dropsdejogos.com.br/

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